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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Nova espécie de mamífero é descoberta

Cientistas norte-americanos anunciaram nesta quinta-feira (15) a descoberta de um novo mamífero que vive nas florestas da Colômbia e do Equador.

Batizado de olinguito, ele é a primeira espécie de animal carnívoro identificada nas Américas nos últimos 35 anos e é extremamente raro.

Os cientistas procuravam pelo animal há mais de 10 anos. Com cerca de 35 centímetros, o olinguito passeia durante a noite e vive sozinho, tendo apenas um filhote a cada gestação.

“Isso nos faz lembrar que o mundo não foi totalmente explorado e que a era das descobertas está longe de acabar”, disse o zoólogo Kristofer Helgen, do Instituto Smithsonian.




Fonte: Poucos minutos e Marc Gurney

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Ato público em defesa do Parque Nacional do Iguaçu

O Ato público em defesa do Parque Nacional do Iguaçu realizado dia 23/06 foi resultado do repúdio ao Projeto de Lei (PL) n° 7.123/2010 de auditoria do Deputado Assis de Couto (PT/PR), que institui a "Estrada Parque caminho do Colono" no Parque Nacional do Iguaçu (PNI). Segundo o PL, a Estrada Parque teria trajeto semelhante ao da Estrada do Colono, caminho de terra de 17,6 km de extensão aberto ilegalmente em 1954, data posterior a criação do PNI em 1939 e fechada oficialmente em 1986 por ser considerada um risco a segurança nacional em um contexto fronteiriço.

O manifesto é contra a reabertura dessa estrada pela mesma comprometer a integridade do PNI, cortando ao meio o ultimo remanescente florestal continuo de Mata Atlântica do Interior.

O PL cria uma categoria de conservação não prevista na Lei 9.985/2000 do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), alterando a legislação nacional para atender interesses regionais afetando assim a conservação da biodiversidade.

As pressões do entorno sobre o PNI são cada vez maiores além do Turismo em massa e caça ilegal, em 2011 a zona de amortecimento do Parque foi reduzida de 10 km a 500 m, sem consulta a comunidade ou avaliação de impacto ambiental. Ao colocar em perspectiva as ameaças a biodiversidade e a efetividade do PNI como UC o PL n° 7.123/2010 representa um contrassenso. Em termos legais, é inconstitucional e impõe uma fragilização sem precedente a Lei 9.985/2000 do SNUC.

 
 
 

terça-feira, 25 de junho de 2013

Encerra o Fórum Mundial de Meio Ambiente - Resultados dos Debates

O Fórum Mundial de Meio Ambiente reuniu lideranças empresariais, políticas, pesquisadores e organizações socioambientais para debater ações relacionadas à preservação dos mananciais de água, o acesso à água potável e ao saneamento.


Evento realizado em Foz do Iguaçu, berço das majestosas Cataratas do Iguaçu, Patrimônio Natural da Humanidade, contou com a presença do governador do Paraná, Beto Richa; da ministra do Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira, e de Eduardo Braga, senador do Amazonas. Entre os palestrantes estavam o presidente do Conselho Mundial da Água, Benedito Braga; o ativista e advogado norte-americano especializado em direito ambiental, presidente da Waterkeeper Alliance e professor da Pace University Schoolof Law., Robert Kennedy Jr.; o presidente da Ocean Futures Society (OSF), Jean-Michel Cousteau; e a ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

Como resultado dos debates realizados durante o Fórum Mundial de Meio Ambiente:

Considerando o preocupante estado ambiental do Planeta, que alcança níveis alarmantes de degradação e que já ultrapassou ou está prestes a ultrapassar os limites ecológicos e a capacidade de recuperação e resiliência dos oceanos, florestas e rios;

Considerando a alarmante situação da maior parte dos biomas, cuja degradação põe em risco o provimento de serviços ambientais essenciais para a prosperidade das sociedades humanas, incluindo tanto o crescimento econômico quanto a redução da pobreza e da desigualdade social;

Considerando a crescente escassez e poluição de recursos hídricos, vitais às grandes cidades, à produção agropecuária e à preservação da saúde humana;

Considerando o crescente engajamento de toda a sociedade global na agenda de sustentabilidade, incluindo a sociedade civil, os consumidores, as empresas, as organizações não governamentais, as instituições de pesquisa e ensino e os órgãos de governo; 

Considerando a necessidade de mudanças radicais nos atuais padrões de produção e consumo, com o objetivo de reduzir a pegada ecológica e promover a inclusão social; 

Considerando que a velocidade das mudanças ainda está lenta, diante da urgência de mudança radical no estilo de desenvolvimento dos países, estados e municípios; bem como das empresas privadas e sociedade civil. 

A partir dessas considerações, o FÓRUM MUNDIAL DE MEIO AMBIENTE propõe: 

1. Uma profunda reflexão a toda a sociedade global, acerca dos seus hábitos e padrões de produção e consumo, visando ao apoio a sistemas de produção de menor impacto ecológico e com maiores benefícios para a redução da pobreza e da desigualdade social.

2. A adoção de boas práticas socioambientais por empresas, empreendedores e produtores privados, com o objetivo de reduzir o impacto ecológico e aumentar os benefícios sociais dos seus sistemas de produção.

3. A proteção a estuários marinhos, manguezais e oceanos, por meio de políticas públicas, campanhas de educação e legislação específica no âmbito federal, estadual e municipal.

4. A formulação e implementação de políticas públicas inovadoras e ousadas por parte dos governos nacional (federal) e subnacionais(distrital, estadual e municipal), que garantam a proteção de mananciais, distribuição eficiente e equitativa de recursos hídricos e o acesso integral à água e a saneamento para toda a população do País em curto prazo.

5. O fomento à inovação tecnológica, voltada para catalisar mudanças nos atuais sistemas de produção e consumo, em todas as escalas; do global ao nacional e subnacional.

6. O estímulo ao engajamento de todas as sociedades do Planeta, nas diferentes escalas, voltado ao desenvolvimento e implementação de soluções criativas para a promoção do desenvolvimento sustentável.

7. O apoio para a definição e adoção dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, aprovados na Rio+20 pela ONU, e que devem servir de bússola para a humanidade se orientar quanto aos caminhos do seu desenvolvimento no período de 2015 a 2030.

8. Que o empresariado brasileiro, a sociedade civil e seus representantes políticos envidem os esforços necessários para a urgente aprovação da legislação sobre pagamento por serviços ambientais, bem como a consolidação e fortalecimento da agenda ambiental e de proteção dos direitos das minorias – inclusive dos indígenas.

9. Que o Paraná, como sede do evento, amplie seus compromissos com a conservação ambiental e o desenvolvimento sustentável, alinhando todas suas políticas setoriais com esse objetivo.

10. Que os países vizinhos ao local desse evento - Argentina, Paraguai, Bolívia e Brasil -ampliem a cooperação técnica, financeira e institucional, com o objetivo de implementar programas e projetos voltados à conservação ambiental e ao desenvolvimento sustentável.

RECOMENDAÇÕES COMPLEMENTARES

Considerando a gravidade das mudanças climáticas e a urgência de adoção de medidas para mitigação e adaptação;

Considerando a importância deste Fórum Mundial de Meio Ambiente para o avanço da agenda ambiental brasileira;

Plataforma de Ações Imediatas:

1. Não criação da Estrada Parque entre Serranópolis e Capanema, cruzando o Parque Nacional do Iguaçu, e a manutenção da vazão constante do Rio Iguaçu, por meio de uma operação integrada entre as cinco hidrelétricas já implantadas e a UHE Baixo Iguaçu;

2. Aprovação no Congresso Nacional do projeto de lei de Pagamento por Serviços Ambientais antes da Copa do Mundo de 2014, constituindo uma força tarefa para identificar mecanismos de financiamento de PSA envolvendo o LIDE Sustentabilidade, o LIDE Agronegócios e o LIDE Economia;

3. Criação de incentivos tributários para os serviços de saneamento, incluindo a retirada da cobrança do PIS e Cofins; 

4. Estabelecimento de uma aliança pelos oceanos, congregando empresas, governos e a sociedade civil, com a meta de ampliar as ações de conservação marinha e educação da sociedade em geral sobre as ameaças aos oceanos;

5. Desenvolvimento e adoção de métricas claras e objetivas para melhoria constante da gestão ambiental e da sustentabilidade nas esferas privada e pública;

6. Aceleração da implantação da Política Nacional dos Resíduos Sólidos, dando especial atenção à eliminação dos lixões até 2014 e à inclusão das cooperativas de catadores de lixo nos processos de logística reversa;

7. Estimular sistemas de produção agropecuária que reduzam o uso de agrotóxicos e sua toxicidade;

8. Estabelecimento de um mecanismo claro de relacionamento econômico entre a conservação e a ampliação de florestas e a geração e o consumo de água;

9. Estabelecimento de um diálogo nacional sobre as obras do setor elétrico no País, em especial no que tange à construção de novas barragens na Amazônia;

10. Diálogo com os movimentos de protestos que ocupam as ruas brasileiras, visando à valorização política da agenda ambiental.


Benedito Braga, Presidente do Conselho Mundial das Águas


Ex-ministra e ex-senadora Marina Silva.

Jean Michel Cousteau, filho do grande Jacques Cousteau



                            



Fontes: CDN Comunicação Corporativa e LIDE.
Imagens: Sidney Novaes Junior e Letícia da Costa

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Pesquisadores estudam espécie rara de sapo encontrada em Arvorezinha-RS

Descoberta em 2006 por um grupo de pesquisa em ecologia da Univates, faculdade da região do Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul, a espécie de sapo Melanophryniscus admirabilis, endêmica da cidade de Arvorezinha. Isso significa que o anfíbio só existe nessa região do planeta, com distribuição restrita a uma pequena área da margem do rio Forqueta.


De difícil visualização, o sapinho de barriga vermelha (nome popular) tem a pele muito semelhante aos musgos que cobrem as pedras. Esse recurso facilita sua camuflagem e o protege de possíveis predadores.

A espécie é considerada muito rara e vulnerável pela lista da International Union for Conservation of Nature (IUCN), organização internacional dedicada à conservação dos recursos naturais.

Samuel Renner, biólogo formado pela Univates e integrante do grupo de pesquisa que documentou a descoberta, explica que os hábitos da espécie ainda são pouco conhecidos. "Se conhece mais o período reprodutivo, que vai de setembro a dezembro e sabemos também que sua época mais ativa é em períodos de chuva".

Segundo Renner, o comportamento reprodutivo do sapinho de barriga vermelha é considerado "explosivo". "Nos meses de chuva, a movimentação é muito grande e a reprodução é intensa", explica.

Atualmente, um grupo de pesquisa em herpetologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) dá continuidade aos estudos com a espécie na região. Ainda sem material publicado, buscam conhecer mais detalhes sobre características e costumes da espécie.




Foto: Samuel Renner/Divulgação
Fonte: Renctas.org






sábado, 18 de agosto de 2012

SEGUNDA EDIÇÃO SOCIOAMBIENTAL

A segunda edição socioambiental começa no dia 19 de Agosto (Domingo) das 9 as 18 horas para a limpeza do local, sinta-se convidado a ajudar! Leve sua luva de borracha e mão na massa!!!

Domingo, 26 de Agosto acontece a 2ª Edição Socioambiental, no Bosque da Vila Yolanda. Das 09 as 18h.
-Artesanato
-Feira de Alimentos
-Adoção de Cães e Gatos.
-Apresentações Musicais e Teatrais.
-Almoço 
A ideia é um Domingo Cultural a céu aberto. Aberto a todo o público.
PARTICIPE!!! DIVULGUE!!!


quinta-feira, 26 de julho de 2012

Botos em perigo na Amazônia

Botos cor-de-rosa (Inia geoffrensis) estão sendo mortos para servir de iscas na pesca da piracatinga (Callophysus macropterus), um peixe pouco nobre conhecido também por Urubu d'agua por comer restos de animais mortos, agora este peixe é encontrado nas feiras com nomes de douradinha ou piratinga.
O aumento da captura da piracatinga está associada aos casos cada vez mais comuns de matança de botos na região. A gordura do boto é um excelente atrativo para este peixe, que não é muito apreciado no Brasil mas sim na Colômbia, onde vai para venda, sem fiscalização, através do porto de Tabatinga, que fica a 1.108 km de Manaus. O peixe chega à Bogotá, capital do país, onde é transformado em filés, antes de ser vendido no mercado doméstico ou exportado para o Japão.


O vídeo esta sendo divulgado pela Associação Amigos do Peixe-boi-da-amazônia (Ampa)

O boto é um golfinho que vive em ambientes fluviais, não correndo em ambientes marinhos. 


Dentre os golfinhos de rios, o boto é o maior deles podendo atingir nos machos cerca de 2,55 metros de comprimento de corpo e ter um peso corporal de 200 kg, e para as fêmeas estes valores máximos é de 2,25m de comprimento de corpo e peso corporal de 150 kg. Esta diferença no tamanho e no peso corporal mostra que para esta espécie existe um dimorfismo sexual em relação ao tamanho do corpo. Com grande distribuição dentro da bacia amazônica. Ocorre em cerca de 6 países da América do Sul: Colômbia, Bolívia, Brasil, Venezuela, Peru e Equador. Sua área de ocupação é de cerca de 7 milhões de km². O boto possui hábitos sociais de formação de grupo, porém estes grupos são formados com poucos indivíduos, entre 4 animais ou mais. A maioria dos grupos são de dois animais, no qual incluiria as fêmeas e seu filhote.

Infelizmente a cada ano sua população diminui 10%.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Novas espécies de fungos são descobertas

Na reserva de Ducke, uma equipe de especialistas em taxonomia encontraram 3 novas espécies de fungos gasteróides (gasteróides ou gasteromicetos são um grupo polifilético de fungos do filo Basidiomycota, cuja principal característica é a formação endógena e liberação passiva dos basidiósporos após a maturação), Incluem novas espécies do gênero Scleroderma e outras duas do gênero Morganella.
Scleroderma minutispora (encontrado na Amazônia)


O resultado deste trabalho levará a publicação de um Guia de Fungos Macroscópicos da Amazônia Central, que fará parte da série de guias publicados pelo Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio) que já tem volumes sobre sapos, lagartos, samambaias e ervas da ordem Zingiberales.

Morganella rimosa foi nomeada devido à superfície do perídio repleta de rachaduras 
Morganella albostipitata 


A maior parte dos fungos desconhecidos pela ciência está em florestas tropicais no mundo todo. A Amazônia e a Floresta de Mata Atlântica, florestas tropicais, são particularmente pouco estudadas e guardam ainda centenas de descobertas, algumas das quais podem ter aplicações importantes na indústria farmacêutica e na alimentação humana. 





quinta-feira, 19 de julho de 2012

Instituto Baleia Jubarte promove Campanha Levanta a mão!

O Instituto Baleia Jubarte está promovendo campanha para criação das Unidades de conservação de Abrolhos nas redes sociais! 


                          

                


Parabéns pelo trabalho Instituto Baleia Jubarte!!!